O fator masculino é responsável por aproximadamente 40 a 50% dos casos de infertilidade conjugal. Apesar disso, a investigação ainda começa, na maioria dos casos, pela mulher, enquanto o homem aguarda resultado como "suporte". Essa abordagem atrasa diagnósticos tratáveis e desperdiça tempo valioso. O Dr. Daniel Crippa (CRM-SC 26113 | RQE 27449) realiza investigação completa da infertilidade masculina em Criciúma, com espermograma interpretado em contexto clínico, avaliação hormonal e tratamento cirúrgico quando indicado.
Quando investigar
A investigação de infertilidade masculina está indicada quando:
- Casal tenta engravidar há mais de 12 meses com relações regulares sem contracepção (menos de 35 anos da parceira).
- Casal tenta há mais de 6 meses com parceira acima de 35 anos.
- Histórico de criptorquidia, quimioterapia, radioterapia pélvica, infecção por caxumba na puberdade ou cirurgias escrotais anteriores, nesses casos, investigar imediatamente.
- Espermograma alterado em exame prévio.
Espermograma: como interpretar
O espermograma é o exame central da investigação. Os parâmetros avaliados seguem os critérios da OMS (5ª edição, 2021):
- Concentração: Mínimo 16 milhões/mL (ou 39 milhões por ejaculado).
- Motilidade progressiva: Mínimo 30% de espermatozoides com motilidade progressiva.
- Morfologia (Kruger estrito): Mínimo 4% de formas normais.
- Volume: Mínimo 1,4 mL. Volume baixo pode indicar obstrução dos ductos ejaculatórios ou hipogonadismo.
Nomenclatura: oligospermia (baixa concentração), astenospermia (baixa motilidade), teratospermia (morfologia ruim), azoospermia (ausência de espermatozoides). As três primeiras podem coexistir — "OAT" (oligo-asteno-teratospermia).
Azoospermia
Ausência de espermatozoides no ejaculado. Pode ser obstrutiva (produção normal, mas bloqueio do transporte) ou não-obstrutiva (falha na produção). A diferenciação é feita com hormônios (FSH, LH, testosterona, inibina B) e, quando necessário, biópsia testicular. Na azoospermia obstrutiva, a cirurgia reconstrutiva ou a extração de espermatozoides (TESE/microTESE) para FIV são opções.
Causas tratáveis de infertilidade masculina
Varicocele
A varicocele (dilatação das veias do cordão espermático) é a causa corrigível mais comum de infertilidade masculina, presente em 35 a 40% dos homens inférteis. A varicocelectomia microcirúrgica melhora parâmetros espermáticos em 60 a 80% dos casos, com gestação espontânea em 30 a 50% dos casais tratados.
Hipogonadismo
Deficiência de LH e FSH reduz a produção de testosterona intratesticular (fundamental para a espermatogênese) e de espermatozoides. O tratamento com gonadotrofinas exógenas (hCG + FSH) estimula a produção espermática em pacientes com hipogonadismo central.
Infecções
Clamídia, gonorreia e outras DSTs podem causar epididimite com obstrução parcial dos ductos. Tratamento com antibiótico específico pode restaurar parte da fertilidade, especialmente se tratada precocemente.
Anabolizantes
O uso de testosterona exógena (anabolizantes) suprime completamente a produção de espermatozoides, pode causar azoospermia. A recuperação após suspensão leva de 6 meses a 2 anos. Este é um dos diagnósticos mais frequentemente perdidos: o homem não informa o uso por constrangimento.
Investigação hormonal para infertilidade
- Testosterona total e livre
- FSH, elevado indica falha testicular primária (Sertoli only); baixo indica hipogonadismo central.
- LH, avalia o eixo hipotálamo-hipofisário.
- Prolactina, hiperprolactinemia suprime FSH e LH.
- Inibina B, marcador de função das células de Sertoli; baixo em falha testicular.
Investigação genética
Em casos de azoospermia não-obstrutiva grave ou oligospermia severa, a investigação genética inclui cariótipo (síndrome de Klinefelter — 47,XXY, a causa genética mais comum de azoospermia) e pesquisa de microdeleções do cromossomo Y (regiões AZFa, AZFb, AZFc).
Agende sua investigação de infertilidade
Criciúma: Edifício Metropolitan Business Center, Rua Cel. Pedro Benedet, 333 — Sala 505.
Atendimento particular com investigação completa, espermograma, hormônios, ultrassom e avaliação cirúrgica quando indicada.
Perguntas frequentes
Quando o homem deve ser investigado por infertilidade?
Após 12 meses de tentativas sem sucesso com relações regulares (ou 6 meses quando a mulher tem mais de 35 anos). Na prática, a investigação masculina deve ocorrer simultaneamente à feminina, não sequencialmente, porque atrasar o diagnóstico masculino prolonga desnecessariamente o tempo para gravidez.
O espermograma normal exclui fator masculino?
Não completamente. O espermograma avalia quantidade, motilidade e morfologia dos espermatozoides, mas não a qualidade do DNA espermático. A fragmentação do DNA espermático pode estar elevada em homens com espermograma aparentemente normal e contribuir para falhas de implantação e perdas precoces.
Além da varicocele, quais outras causas de infertilidade masculina são tratáveis?
Hipogonadismo (tratável com estimulação hormonal preservando fertilidade), obstrução dos ductos reprodutivos (tratável cirurgicamente), prostatite (tratamento antibiótico), hiperprolactinemia (tratamento com cabergolina), disfunção ejaculatória e, em alguns casos, criptorquidia tratada tardiamente.
Este conteúdo substitui consulta médica?
Não. O conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta médica, exame físico, revisão de exames ou plano terapêutico definido por um médico especialista.
Fontes e referências
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