A incontinência urinária em homens, perda involuntária de urina, é uma condição subnotificada por constrangimento. Estima-se que 17 a 20% dos homens acima de 60 anos apresentem algum grau de incontinência, mas apenas uma fração busca tratamento. Com o aumento das cirurgias de próstata (prostatectomia radical para câncer), a incontinência pós-operatória tornou-se um problema frequente. A boa notícia: há tratamento eficaz para a maioria dos tipos. O Dr. Daniel Crippa (CRM-SC 26113 | RQE 27449) avalia e trata incontinência urinária masculina em Criciúma.

Tipos de incontinência urinária em homens

Incontinência de Esforço

Perda de urina associada a aumento da pressão abdominal, tosse, espirro, exercício físico, levantar peso. Mecanismo: esfíncter urinário fraco ou incompetente. Causa mais comum: lesão esfincteriana após prostatectomia radical.

Incontinência de Urgência (Bexiga Hiperativa)

Urgência miccional intensa com perda de urina antes de chegar ao banheiro. Mecanismo: contrações involuntárias do músculo detrusor da bexiga. Pode ocorrer isolada ou após radioterapia pélvica, AVC, doença de Parkinson ou como componente da HPB descompensada.

Incontinência Mista

Combinação de esforço e urgência, frequente em homens pós-prostatectomia, especialmente quando há radioterapia adjuvante.

Incontinência por Transbordamento (Overflow)

Bexiga que nunca esvazia completamente, resíduo pós-miccional alto, com perda constante de pequenas quantidades de urina. Causas: obstrução uretral (HPB, estenose) ou bexiga neurogênica (neuropatia diabética, lesão medular).

Incontinência pós-prostatectomia

A prostatectomia radical, cirurgia para câncer de próstata, é a causa mais comum de incontinência de esforço em homens. A continência depende do esfíncter urinário externo, que pode ser lesado durante a dissecção cirúrgica.

Evolução natural: A maioria dos pacientes melhora progressivamente nos primeiros 12 meses. Após 1 ano, a incontinência que persiste tende a ser permanente sem tratamento específico.

Fisioterapia do assoalho pélvico nos primeiros meses pós-cirurgia é fortemente recomendada, acelera a recuperação da continência e melhora o resultado final.

Investigação diagnóstica

  • Histórico clínico detalhado: Tipo de perda, frequência, volume, fatores desencadeantes, cirurgias prévias.
  • Diário miccional: 3 dias de registro de ingestão hídrica e micções, quantifica o problema e orienta o tratamento.
  • Urina I e urocultura: Descarta infecção como causa ou fator agravante.
  • Ultrassom com medida do resíduo pós-miccional: Identifica retenção e overflow.
  • Urofluxometria: Mede velocidade e padrão do jato urinário.
  • Estudo Urodinâmico: Avaliação completa da pressão vesical e esfincteriana. Indicado antes de cirurgias de continência.

Tratamentos disponíveis

Fisioterapia do Assoalho Pélvico

Exercícios de Kegel e biofeedback, eficazes para incontinência leve a moderada, especialmente pós-prostatectomia precoce. Recomendados como primeira linha.

Medicamentos

Antimuscarínicos e beta-3 agonistas (mirabegrona) para bexiga hiperativa. Tratam a urgência, não a incontinência de esforço.

Esfíncter Artificial (AUS)

O esfíncter urinário artificial (AMS 800) é o tratamento cirúrgico padrão-ouro para incontinência de esforço grave pós-prostatectomia. Dispositivo implantado que replica a função do esfíncter, taxa de satisfação acima de 85%.

Sling Masculino

Para incontinência leve a moderada pós-prostatectomia. Faixa sintética que reposiciona a uretra bulbar, aumentando a resistência ao fluxo. Procedimento menos invasivo que o esfíncter artificial.

Injeções Periuretrais

Agentes expansores injetados ao redor da uretra para aumentar resistência. Menor durabilidade, indicados como alternativa em pacientes que não toleram cirurgia maior.

Agende sua avaliação para incontinência urinária

Criciúma: Edifício Metropolitan Business Center, Rua Cel. Pedro Benedet, 333 — Sala 505.
Atendimento particular. Há tratamento eficaz, a incontinência não precisa ser aceita como permanente.

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Perguntas frequentes

Quais são os tipos de incontinência urinária masculina?

Incontinência de urgência (vontade súbita e incontrolável seguida de perda de urina), incontinência de esforço (perda com aumento de pressão abdominal, tosse, espirro, esforço físico, mais comum após prostatectomia), incontinência por transbordamento (bexiga que não esvazia completamente e extravasa) e incontinência mista.

A incontinência urinária após prostatectomia é permanente?

Não na maioria dos casos. A incontinência de esforço pós-prostatectomia melhora progressivamente nos primeiros 12 meses com fisioterapia do assoalho pélvico. A maioria dos pacientes recupera continência satisfatória em 6 a 12 meses. Casos persistentes podem se beneficiar de procedimentos cirúrgicos como sling suburetral ou esfíncter urinário artificial.

Exercícios do assoalho pélvico funcionam para homens?

Sim. Os exercícios de Kegel, contração voluntária do esfíncter uretral externo e musculatura do assoalho pélvico, têm eficácia comprovada na incontinência de esforço pós-prostatectomia e contribuem para a recuperação da continência. A fisioterapia especializada acelera e potencializa os resultados.

Este conteúdo substitui consulta médica?

Não. O conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta médica, exame físico, revisão de exames ou plano terapêutico definido por um médico especialista.

Fontes e referências

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência.