Os cânceres urológicos, de próstata, rim, bexiga e testículo, respondem muito bem ao tratamento quando detectados precocemente. A diferença entre um câncer de próstata encontrado no rastreio de rotina e um câncer diagnosticado apenas após sintomas pode ser, literalmente, a diferença entre cura e tratamento paliativo.
O problema é que a maioria dos cânceres urológicos em estágio inicial é assintomática. Eles avançam em silêncio até atingir um tamanho ou estágio em que os sintomas se tornam evidentes, momento em que o tratamento já é mais complexo e os resultados, mais incertos.
O Dr. Daniel Crippa (CRM-SC 26113 | RQE 27449) realiza rastreio estruturado e diagnóstico especializado dos cânceres urológicos em Criciúma e Araranguá, com acesso a técnicas cirúrgicas avançadas, incluindo cirurgia robótica com sistema Da Vinci, quando o tratamento cirúrgico é indicado.
Câncer de próstata: o mais prevalente e o mais prevenível
O câncer de próstata é o câncer mais comum em homens no Brasil, excetuando-se o de pele. O INCA estima mais de 71 mil novos casos por ano. Na grande maioria dos casos, tem evolução lenta e responde muito bem ao tratamento quando diagnosticado em estágio inicial. Quando diagnosticado com metástases, o cenário é significativamente diferente.
Quando iniciar o rastreio
- A partir dos 45 anos para a população masculina geral.
- A partir dos 40 anos para grupos de maior risco: homens negros (maior incidência e pior prognóstico) e homens com familiar de primeiro grau (pai, irmão) diagnosticado com câncer de próstata antes dos 65 anos.
O rastreio é feito com PSA sérico e toque retal anualmente. A decisão de realizar o rastreio deve ser uma decisão informada, o Dr. Daniel Crippa discute os benefícios e limitações com cada paciente antes de iniciar.
Como o PSA é interpretado corretamente
O PSA (antígeno prostático específico) é produzido pela próstata e não é específico do câncer, eleva-se em qualquer condição que aumente a atividade prostática: HBP, prostatite, manipulação rectal recente ou relação sexual próxima ao exame.
O Dr. Daniel Crippa avalia o PSA no contexto clínico completo: velocidade de variação do PSA (aumento superior a 0,75 ng/mL por ano é sinal de alerta), densidade do PSA (PSA/volume prostático), relação PSA livre/total (relação baixa sugere maior risco de malignidade) e resultado do toque retal. Um número isolado sem contexto não determina conduta.
Biópsia e estadiamento
Quando a biópsia é indicada, o encaminhamento é feito para serviço com biópsia transperineal guiada por fusão de imagem (RM multiparamétrica + ultrassom), que tem maior precisão diagnóstica e menor risco de infecção em relação à biópsia transretal convencional.
Opções de tratamento
Dependem do estágio e do perfil do paciente: vigilância ativa para tumores de baixo risco; prostatectomia radical (cirurgia) para tumores localizados; radioterapia com ou sem braquiterapia; terapia hormonal para doença metastática.
Casos indicados para prostatectomia radical têm acesso à cirurgia robótica com sistema Da Vinci, procedimento minimamente invasivo com maior precisão, menor sangramento, recuperação mais rápida e melhor preservação das estruturas nervosas responsáveis pela continência urinária e função erétil, comparado à cirurgia aberta convencional.
Câncer de rim: descoberta precoce e tratamento minimamente invasivo
O câncer renal é frequentemente descoberto incidentalmente, em ultrassonografias ou tomografias realizadas por outros motivos, sem qualquer sintoma. Essa descoberta fortuita representa uma oportunidade: tumores renais pequenos têm excelente prognóstico quando tratados em fase inicial.
A tríade clássica de hematúria (sangue na urina), dor lombar e massa palpável no flanco, quando presente, costuma indicar doença mais avançada.
O tratamento de tumores renais localizados é cirúrgico, nefrectomia parcial (preservação do rim) ou radical, preferencialmente por via laparoscópica ou robótica. Tumores muito pequenos em pacientes selecionados podem ser acompanhados por vigilância ativa ou tratados por ablação percutânea (crioablação ou radiofrequência).
Câncer de bexiga: sangue na urina nunca deve ser ignorado
O câncer de bexiga tem relação forte com tabagismo (principal fator de risco) e exposição a corantes industriais (aminas aromáticas). O principal sintoma é hematúria (sangue na urina), que pode ser macroscópica (visível a olho nu, tingindo a urina de vermelho ou cor de vinho) ou microscópica (detectada apenas em exame de urina).
Hematúria nunca deve ser ignorada, mesmo quando ocorre uma única vez, mesmo que indolor, mesmo que em um paciente aparentemente saudável. A investigação é obrigatória.
O diagnóstico é confirmado por cistoscopia e biópsia. O estadiamento determina se o tratamento é endoscópico (ressecção transuretral para tumores superficiais) ou mais extenso (cistectomia radical para tumores invasivos ao músculo).
Câncer de testículo: o câncer que mais atinge jovens
O câncer de testículo é o câncer sólido mais comum em homens entre 15 e 35 anos. A boa notícia: é um dos cânceres com maior taxa de cura, superior a 95% quando detectado em estágio inicial. A má notícia: homens jovens raramente fazem o autoexame ou procuram médico ao notar alterações testiculares por vergonha ou minimização dos sintomas.
Qualquer nódulo, endurecimento, assimetria ou aumento de volume testicular deve ser avaliado com urgência, preferencialmente na mesma semana. O diagnóstico é feito com ultrassonografia testicular e marcadores tumorais (alfafetoproteína, beta-HCG, DHL).
O tratamento inicial é cirúrgico (orquiectomia radical por via inguinal) para estadiamento e controle local, seguido de vigilância ativa, radioterapia ou quimioterapia conforme o tipo histológico e o estadiamento.
Check-up urológico anual a partir dos 40 anos
O Dr. Daniel Crippa realiza check-up urológico completo que inclui rastreio de câncer de próstata (PSA + toque retal), avaliação de sintomas urinários, ultrassonografia de vias urinárias com avaliação de rins e bexiga, e orientação individualizada sobre fatores de risco modificáveis.
O investimento anual em rastreio é incomparavelmente menor, em custo, tempo e impacto na qualidade de vida, do que o tratamento de cânceres em estágio avançado.
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Rastreio completo, interpretação contextualizada e acompanhamento contínuo. Consultório no Edifício Metropolitan Business Center, Rua Cel. Pedro Benedet, 333 — Sala 505, Centro, Criciúma — SC.
Agendar pelo WhatsAppPerguntas frequentes
A partir de que idade devo fazer o rastreio do câncer de próstata?
A partir dos 45 anos para a população geral, ou dos 40 anos para grupos de risco: homens negros e com histórico familiar de câncer de próstata. O rastreio é feito com PSA sérico e toque retal anualmente.
Sangue na urina sempre é grave?
Sangue na urina (hematúria) nunca deve ser ignorado, mesmo que indolor. Pode indicar infecção, cálculo, tumor de bexiga ou rim. A investigação é obrigatória, incluindo urinocultura, ultrassonografia e cistoscopia quando indicada.
Como é feita a cirurgia robótica para câncer de próstata?
A prostatectomia radical robótica com sistema Da Vinci é minimamente invasiva, sem cortes grandes. Oferece maior precisão, menor sangramento, recuperação mais rápida e melhor preservação das estruturas de continência e função erétil comparada à cirurgia aberta.
Este conteúdo substitui consulta médica?
Não. O conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta médica, exame físico, revisão de exames ou plano terapêutico definido por um médico especialista.
Fontes e referências
As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência.

