O câncer de testículo é o tumor sólido maligno mais comum em homens entre 15 e 35 anos, mas é também um dos cânceres com melhor prognóstico. Quando diagnosticado em estágio I (restrito ao testículo), a taxa de cura supera 99%. O problema é que muitos homens postergam a avaliação de um nódulo ou aumento do testículo por meses, permitindo progressão desnecessária. Qualquer alteração testicular, nódulo, dor, aumento de volume, deve ser avaliada em até 24 horas, de preferência com ultrassom testicular. O Dr. Daniel Crippa (CRM-SC 26113 | RQE 27449) avalia e encaminha casos de tumor testicular com urgência em Criciúma.
Epidemiologia e fatores de risco
O câncer de testículo representa apenas 1 a 2% de todos os tumores masculinos, mas é o mais frequente em homens jovens. Os fatores de risco incluem:
- Criptorquidia, testículo que não desceu para o escroto na infância. Aumenta o risco em 3 a 5 vezes, mesmo após correção cirúrgica (orquidopexia).
- Histórico familiar, irmão ou pai com câncer de testículo eleva o risco em 6 a 10 vezes.
- Tumor contralateral prévio, quem já teve câncer em um testículo tem risco de 2 a 5% no testículo contralateral.
- Síndrome de Klinefelter — 47,XXY, associada a atrofia testicular e risco aumentado.
Sinais e sintomas
- Nódulo ou endurecimento testicular, o sinal mais comum. Tipicamente indolor, diferente de uma torção ou inflamação.
- Aumento do volume testicular, unilateral e progressivo.
- Sensação de peso ou desconforto escrotal, sem dor aguda.
- Ginecomastia, alargamento das mamas, pode indicar tumor secretor de hCG (coriocarcinoma).
- Dor lombar em casos com metástase linfonodal retroperitoneal.
O que não é câncer de testículo
Epididimite (inflamação do epidídimo) e orquite (inflamação do testículo) são as condições que mais mimetizam tumor testicular. A diferença clínica e ultrassonográfica é clara para o urologista, mas autodiagnóstico é arriscado. Qualquer nódulo merece ultrassom.
Diagnóstico
Ultrassom Testicular
O exame inicial obrigatório. Alta sensibilidade (quase 100%) e especificidade para diferenciar lesões intratesticulares de extratesticulares. Um nódulo hipoecoico sólido intratesticular é suspeito de malignidade até prova em contrário.
Marcadores Tumorais
Colhidos antes da cirurgia para estadiamento e prognóstico:
- AFP (alfafetoproteína), elevada em tumores não-seminomatosos (carcinoma embrionário, tumor de saco vitelino, teratoma).
- hCG (gonadotrofina coriônica), pode estar elevada em coriocarcinoma e tumores mistos.
- LDH (desidrogenase lática), marcador inespecífico de carga tumoral.
O seminoma puro não eleva AFP, esse dado é importante para a classificação histológica.
TC de Tórax, Abdome e Pelve
Após confirmação cirúrgica, a tomografia estadiará a doença, avaliando linfonodos retroperitoneais, pulmão e outros sítios metastáticos.
Tratamento
Orquiectomia Radical
A cirurgia inicial é sempre a orquiectomia radical inguinal, remoção do testículo pela virilha (não pela bolsa escrotal, para preservar a drenagem linfática correta). O resultado histológico definirá o estadiamento final e o tratamento complementar.
Após a Cirurgia
- Estágio I (doença limitada ao testículo): Vigilância ativa ou radioterapia (seminoma) ou quimioterapia adjuvante com BEP (não-seminoma). Mais de 99% de cura.
- Estágio II e III (linfonodos ou metástase): Quimioterapia baseada em cisplatina (BEP, bleomicina, etoposida, cisplatina). Alta taxa de remissão completa.
Preservação da Fertilidade
Antes da orquiectomia, quando há tempo, é recomendável o criopreservamento de sêmen, a quimioterapia e a radioterapia podem afetar a produção espermática do testículo contralateral temporária ou definitivamente.
Nódulo no testículo, avalie com urgência
Criciúma: Edifício Metropolitan Business Center, Rua Cel. Pedro Benedet, 333 — Sala 505.
Atendimento com urgência para casos suspeitos de tumor testicular.
Perguntas frequentes
Quais são os sintomas do câncer de testículo?
O principal sinal é um nódulo ou endurecimento indolor no testículo, frequentemente descoberto pelo próprio paciente. Outros sinais incluem aumento de volume testicular assimétrico, sensação de peso no escroto, dor lombar ou dor abdominal (indicando doença avançada com metástase para linfonodos retroperitoneais).
Como é feito o diagnóstico de câncer de testículo?
Ultrassonografia testicular, exame sensível e rápido que diferencia lesões benignas de malignas. Dosagem de marcadores tumorais (alfafetoproteína, beta-HCG, DHL). Tomografia de tórax, abdome e pelve para estadiamento. A biópsia não é realizada no testículo (risco de disseminação), o diagnóstico definitivo vem da peça cirúrgica após orquiectomia.
O tratamento do câncer de testículo causa infertilidade?
A orquiectomia (remoção do testículo afetado) preserva o testículo contralateral saudável, que mantém a produção hormonal e de espermatozoides. Quimioterapia e radioterapia podem afetar temporariamente a fertilidade. Para homens que desejam filhos, o banco de esperma antes do tratamento é recomendado.
Este conteúdo substitui consulta médica?
Não. O conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta médica, exame físico, revisão de exames ou plano terapêutico definido por um médico especialista.
Fontes e referências
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