O câncer de próstata é o tumor maligno mais comum em homens brasileiros, excluindo os de pele. Em Santa Catarina, o perfil epidemiológico acompanha o nacional: alta incidência, diagnóstico ainda tardio em parcela significativa dos casos e mortalidade evitável com rastreio adequado. Quando detectado em estágio localizado, a taxa de cura supera 95%. O Dr. Daniel Crippa (CRM-SC 26113 | RQE 27449) realiza rastreio e investigação diagnóstica de câncer de próstata em Criciúma, com protocolo baseado nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia.

Rastreio: quem deve fazer e quando

O debate sobre rastreio de câncer de próstata evoluiu muito na última década. A posição atual da SBU e das principais sociedades urológicas internacionais é:

  • A partir dos 50 anos: Todos os homens devem ter acesso à discussão sobre rastreio com PSA + toque retal.
  • A partir dos 45 anos: Negros e homens com histórico familiar de primeiro grau (pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 65 anos).
  • A partir dos 40 anos: Homens com dois ou mais familiares de primeiro grau afetados, risco muito elevado.

O rastreio não é uma decisão automática, é uma conversa entre médico e paciente sobre o balanço entre benefícios (detecção precoce) e riscos (diagnóstico de tumores indolentes, ansiedade, biópsias desnecessárias). O Dr. Daniel Crippa conduz essa discussão de forma individualizada.

PSA: o que o exame significa, e o que não significa

O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma proteína produzida pela próstata, não exclusivamente pelo tumor. Valores elevados ocorrem em câncer, mas também em hiperplasia prostática benigna (HPB), prostatite, relação sexual recente e mesmo após bicicleta.

O PSA isolado nunca diagnostica nem descarta câncer. O que importa é a interpretação contextualizada: velocidade de subida do PSA ao longo do tempo, PSA livre/total, densidade do PSA (PSA/volume prostático), achados do toque retal e, quando necessário, ressonância magnética e biópsia.

Velocidade do PSA

Um aumento de mais de 0,75 ng/mL por ano é clinicamente significativo, mesmo que o valor absoluto esteja dentro do "normal". A comparação serial é mais informativa do que um único exame isolado.

Investigação diagnóstica quando o PSA está alterado

Ressonância Magnética Multiparamétrica (mpRMN)

A ressonância multiparamétrica de próstata é o exame mais sensível para identificar lesões suspeitas. O laudo é feito pelo sistema PI-RADS (1 a 5), lesões PI-RADS 4 e 5 têm alta probabilidade de malignidade e indicam biópsia.

Biópsia de Próstata por Fusão

A biópsia por fusão (fusion biopsy) combina as imagens da ressonância magnética com o ultrassom em tempo real, guiando a agulha diretamente para a lesão suspeita. Essa abordagem detecta mais cânceres clinicamente significativos e reduz diagnósticos de tumores de baixo risco (que poderiam não precisar de tratamento).

A biópsia transperineal (sem passar pelo reto) é preferida quando disponível, com menor risco de infecção e resultados comparáveis ou superiores.

Estadiamento e opções terapêuticas

Após o diagnóstico patológico (biópsia positiva), o estadiamento define a extensão da doença, local, regional ou metastática. As opções para câncer localizado incluem:

  • Prostatectomia radical (aberta, laparoscópica ou robótica), remoção cirúrgica da próstata.
  • Radioterapia com ou sem braquiterapia, irradiação externa ou implante de sementes radioativas.
  • Vigilância ativa, para cânceres de baixo risco em pacientes selecionados, sem tratamento imediato, com monitoramento periódico.

A escolha entre as opções depende do estadiamento, do escore Gleason/grau ISUP, da expectativa de vida do paciente, das comorbidades e das preferências pessoais. Não existe uma resposta única, o Dr. Daniel Crippa discute cada caso individualmente.

Câncer de próstata e disfunção erétil

Todos os tratamentos para câncer de próstata têm impacto potencial na função erétil. A prostatectomia pode lesar os feixes neurovasculares; a radioterapia tem efeito cumulativo sobre a vascularização. A reabilitação erétil pós-tratamento, com inibidores de PDE-5, injeção intracavernosa e acompanhamento especializado, melhora significativamente os resultados funcionais.

Agende seu rastreio de câncer de próstata

Criciúma: Edifício Metropolitan Business Center, Rua Cel. Pedro Benedet, 333 — Sala 505.
Atendimento particular. PSA, toque retal e discussão individualizada sobre rastreio.

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Perguntas frequentes

PSA elevado sempre significa câncer?

Não. O PSA pode elevar-se por hiperplasia benigna da próstata, prostatite, relação sexual recente, ciclismo intenso ou exame de toque retal próximo à coleta. O Dr. Daniel Crippa interpreta o PSA no contexto clínico completo: velocidade de variação, densidade do PSA, relação PSA livre/total e toque retal.

Qual a diferença entre vigilância ativa e cirurgia?

Tumores de baixo risco (Gleason 6, PSA baixo, estágio T1-T2a) em homens mais velhos podem ser acompanhados com PSA e biópsia periódicos, sem tratamento imediato, com qualidade de vida preservada. Para tumores de risco intermediário ou alto, o tratamento ativo (cirurgia ou radioterapia) é preferível.

A cirurgia de próstata causa impotência?

A prostatectomia radical pode afetar a função erétil dependendo da preservação ou não dos feixes neurovasculares. Com técnica robótica e cirurgião experiente em nerve-sparing (preservação nervosa), a taxa de recuperação da função erétil é significativamente maior que com cirurgia aberta convencional.

Este conteúdo substitui consulta médica?

Não. O conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta médica, exame físico, revisão de exames ou plano terapêutico definido por um médico especialista.

Fontes e referências

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência.