A andropausa, tecnicamente chamada de Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) ou hipogonadismo de início tardio, é a queda progressiva de testosterona que ocorre com o envelhecimento masculino. Diferente da menopausa feminina, que é abrupta e universal, a andropausa é gradual e variável. Muitos homens chegam aos 60, 70 anos com testosterona adequada; outros apresentam deficiência clinicamente significativa já na quarta ou quinta décadas de vida.
O Dr. Daniel Crippa (CRM-SC 26113 | RQE 27449) realiza investigação completa de deficiência hormonal masculina em Criciúma, com painel laboratorial estruturado e, quando indicado, reposição de testosterona com monitoramento rigoroso.
Queda natural de testosterona com a idade
A partir dos 30 anos, o nível sérico de testosterona cai em média 1 a 2% ao ano. Essa queda é resultado de:
- Redução do número e função das células de Leydig testiculares (produtoras de testosterona).
- Aumento da globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG), que "sequestra" a testosterona circulante, reduzindo a fração livre, biologicamente ativa.
- Alterações no eixo hipotalâmico-hipofisário com redução dos pulsos de LH.
O resultado é que, aos 70 anos, um homem tem em média 50% da testosterona total que tinha aos 25, mas com SHBG mais elevada, a testosterona livre pode estar ainda mais baixa proporcionalmente.
Sintomas da andropausa
Os sintomas são inespecíficos, o que torna o diagnóstico clínico difícil sem dosagem laboratorial:
- Fadiga persistente, cansaço que não melhora com descanso.
- Queda da libido, redução do desejo sexual.
- Disfunção erétil, especialmente dificuldade de ereções matinais espontâneas.
- Alterações de humor, irritabilidade, ansiedade, depressão leve.
- Alterações cognitivas, dificuldade de concentração, memória reduzida.
- Redução da massa muscular e força.
- Aumento de gordura corporal, especialmente abdominal e visceral.
- Osteopenia/osteoporose, testosterona baixa reduz densidade óssea.
- Ondas de calor, menos frequentes que na menopausa, mas existem.
- Distúrbios do sono, insônia ou sono de má qualidade.
Diagnóstico
O diagnóstico de andropausa exige a combinação de sintomas compatíveis + testosterona sérica baixa confirmada. Sintoma sem laboratório não diagnostica; laboratório sem sintoma, isoladamente, também não indica tratamento.
Painel Hormonal Recomendado
- Testosterona total, colhida em jejum, preferencialmente entre 7h e 11h (pico matinal). Referência: acima de 300 ng/dL para maioria dos laboratórios.
- Testosterona livre calculada, a partir de testosterona total e SHBG. Mais sensível que a total para deficiência em homens com SHBG alta.
- SHBG, globulina ligadora; elevada com envelhecimento, obesidade, hipotireoidismo.
- LH e FSH, distinguem hipogonadismo primário (testicular, com LH alto) de secundário (hipofisário/hipotalâmico, com LH baixo/normal).
- Prolactina, hiperprolactinemia suprime testosterona; descarta adenoma hipofisário.
- TSH, hipotireoidismo mimetiza vários sintomas da andropausa.
Reposição de testosterona na andropausa
A reposição de testosterona (TRT) está indicada em homens com sintomas consistentes e testosterona comprovadamente baixa, sem contraindicações. As formas disponíveis incluem:
- Gel transdérmico (testosterona 2% ou 1,62%), aplicação diária, simula ritmo circadiano natural, evita picos e vales.
- Injeção intramuscular (undecanoato de testosterona), aplicada a cada 10 a 14 semanas, com pouca variação nos níveis séricos. Preferida por quem não quer aplicação diária.
- Injeção de cipionato ou enantato, quinzenal ou mensal; mais variação de níveis.
Monitoramento obrigatório
A TRT sem monitoramento é negligência médica. O Dr. Daniel Crippa realiza avaliação a cada 3 meses no primeiro ano:
- PSA, rastreio de câncer de próstata (a TRT não causa câncer, mas pode acelerar tumor preexistente).
- Hematócrito, testosterona estimula eritropoiese; hematócrito acima de 54% exige ajuste de dose.
- Testosterona sérica, confirmar nível terapêutico (400–700 ng/dL para maioria).
- Toque retal anual.
Andropausa vs estresse vs depressão
Muitos homens com andropausa são tratados por anos com antidepressivos ou recebem apenas orientação de "mude o estilo de vida" sem investigação hormonal. Cansaço, irritabilidade e queda de libido podem ser depressão, mas também podem ser hipogonadismo. Sem o exame, a distinção é impossível. A dosagem de testosterona é simples e acessível; não fazê-la em um paciente com esses sintomas é um erro diagnóstico evitável.
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Criciúma: Edifício Metropolitan Business Center, Rua Cel. Pedro Benedet, 333 — Sala 505.
Atendimento particular com painel hormonal completo e discussão individualizada sobre reposição.
Perguntas frequentes
Andropausa e menopausa masculina são a mesma coisa?
O termo 'menopausa masculina' é impreciso, na mulher, a menopausa é uma interrupção abrupta da produção hormonal. No homem, a queda da testosterona é gradual (1% ao ano a partir dos 30 anos) e nem todos desenvolvem sintomas. O termo correto é hipogonadismo de início tardio ou deficiência androgênica do envelhecimento masculino.
Como diferenciar andropausa de depressão?
Os sintomas se sobrepõem, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, perda de prazer. A investigação hormonal (testosterona + LH/FSH + prolactina) é essencial para diferenciar. Em alguns casos, ambas coexistem: a deficiência hormonal pode causar ou agravar o quadro depressivo, e tratar apenas um sem o outro leva a resposta parcial.
A partir de que idade a queda de testosterona se torna clinicamente relevante?
Varia individualmente. Alguns homens desenvolvem hipogonadismo sintomático na 5ª década de vida; outros mantêm testosterona normal após os 70 anos. Sintomas sugestivos em qualquer faixa etária justificam investigação, não há uma idade mínima ou máxima para solicitar a avaliação.
Este conteúdo substitui consulta médica?
Não. O conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta médica, exame físico, revisão de exames ou plano terapêutico definido por um médico especialista.
Fontes e referências
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